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domingo, abril 17, 2011

Pânico 4 (Scream 4)


‘Pânico’ foi uma franquia que marcou a minha vida. Sério.. Quando criança eu morria de medo da máscara, a ponto de chorar. Acredite, não estou mentindo. Conforme eu fui crescendo, eu fui perdendo o medo e criando admiração por ela. Por mais que só o primeiro filme tenha sido realmente bom, as continuações tinham um climão de ‘todos são suspeitos’ que me encantava. E continua encantanto.. Desde que ‘Pânico 3’ foi lançado, rolavam boatos de um 4º filme da franquia e todos os fãs (inclusive eu) aguardavam loucamente, porém era sempre desmentido. Eis que em 2010 o próprio Wes Craven (o ‘big dick’ criador da saga) afirma: ‘PÂNICO 4 VEM AI’.. Uhuuul, só alegria.. Mas também a duvida. O que será que vem por ai?

A trama segue a mesma linha das anteriores só que desta vez passaram-se alguns anos e Sidney escreveu um livro sobre sua vida pós-matança e retorna a Woodsboro para enfrentar os fantasmas do seu passado (uuuuh) e também divulgar o produto. Porém, contudo, entretanto, já que a estrela principal da cidade retornou, por que não voltar também o nosso querido Sr. Assassino? Começa então uma nova chacina, onde ninguém na cidade está a salvo e TODOS são suspeitos. Aeeee, super legal não?

Com uma cena inicial que alterna entre o bizarro e o criativo e um suspense de tirar o fôlego, ‘Pânico 4’ chega com os dois pés no peito e ainda cospe na cara das sequências anteriores. O maior mérito da produção para mim está no fato: NADA É ÓBVIO. Durante varias cenas eu me peguei dando risada por ter sido enganado. E isso para mim foi muito legal, pois realmente podemos curtir o filme de uma maneira onde somos pegos de surpresa em vários momentos. Ou vai dizer que você é um espertão e já sabia o que ia acontecer naquela cena do começo? Não que o filme seja um exemplo de originalidade, não é isso, só que Wes Craven e os roteiristas brincam com tudo que o espectador julga ser óbvio. Você acha que vai acontecer tal coisa e BAM! acontece outra. Fazia tempo que um filme não fazia isso. Afinal, ‘nova decada, novas regras’ não é mesmo? 

As cenas de suspense de ‘Pânico 4’ são absurdas. Quer dizer, algumas tem um tom de comédia que poderia ter sido deixado de lado, mas ok, nós relevamos. Em um momento estamos rindo, para no outro estar grudado na cadeira de tanta tensão. Destaque para a cena onde as personagens de Hayden Pannetiere(a ‘Save the cheerleader, Save the world’ de Heroes) e Emma Roberts (a sobrinha bonitinha da Julia Roberts) passam um trote para uma amiga e recebem uma ligaçãozinha do nosso ‘amigão bocejante’. Talvez a cena de maior destaque do filme. Um outro fato, o espectador é praticamente um personagem do filme, mais precisamente, somos os detetives e ficamos bem imersos na trama toda.

Outro ponto alto são os personagens e suas atuações. Todos são desenvolvidos na medida certa para o espectador amar, odiar, desconfiar, deles. Dewey (David Arquette), Gale (Courtney Cox) e Sidney (Neve Campbell) estão super a vontade nos respectivos papéis e demonstram um domínio muito grande deles. Destaque para Neve Campbell que teve sua melhor atuação na série. Sidney dessa vez não é uma mocinha indefesa, ela vai para cima do assassino sem medo de ser feliz, o que rende muitas cenas boas para o filme. Gale voltou a ser a ‘bitch’ que era nos tempos das vacas magras, e Dewey, bem.. Dewey continua sendo o Dewey! :D

Do elenco novo, composto por Emma Roberts, Hayden Pannetiere, Rory Culkin (Sim, irmão do Macauley), Nico Tortorella (não fez muuuuuitos filmes não), Erick Knudsen (o filho do policial em Jogos Mortais 2, lembram?), Adam Brody (o Seth de THE OC) e alguns outros, com certeza o destaque vai para Hayden, o melhor personagem, com as melhores tiradas, as melhores frases e protagonista de uma das criativas do filme. Quando você ver vai saber de qual estou falando. Emma Roberts começa meio perdidinha, mas nos minutos finais nos brinda com uma atuação digníssima, de deixar titia Julia orgulhosa. Outro destaque é o final do filme, muuuuuuito surpreendente e chocante. Sério, chega a ser insano de tão surpreendente.  Entra facilmente para um dos mais legais da atualidade.

Para mim o maior defeito da produção é o momento de comédia em momentos que ela deveria ter sido ignorada. É mais ou menos como aquele amigo chato que todo mundo tem que faz piadinha em momentos que é melhor ficar calado. Mas beleza, apesar disso todo mundo gosta dele, né? É a mesma coisa com ‘Pânico 4’. 

Sem mais delongas meus caros, se eu falar mais eu vou acabar entregando detalhes que são melhores de ser descobertos assistindo o filme. Então ta esperando o que? Corre para o cinema sem medo de ser feliz por que você e quem mais for com você vai se divertir muito. Desliga o cérebro e de risada, sinta medo, fique chocado com o final, torça para seus personagens favoritos terminarem o filme vivos e saia da sala fazendo a pergunta que não quer calar: QUAL É SEU FILME DE TERROR FAVORITO? Uhuuuuuuuul.. ‘Pânico 4’ é o melhor filme de 2011 até agora, e você vai adorar.

Nota: 9



 * Emma Roberts fala palavrão, gente! Quem diria? HEHEHE

quarta-feira, abril 13, 2011

Contra o Tempo (Source Code)


Ficção científica é um gênero complicado. Ação é um gênero um tanto quanto saturado. Tramas sobre terrorismo e herói tentando salvar o mundo de uma catástrofe são clichês. Caramba! Então por que resolveram fazer mais um filme desses? A resposta é simples, pegaram ‘A Origem’ e ‘Feitiço do Tempo’ jogaram no liquidificador bateram até obter uma mistura homogênea, deixaram no forno até gratinar e pronto! Temos ‘Contra o Tempo’. O que mais impressiona e deixa tudo muito mais gostoso é que o filme funciona muito bem e apesar de tudo é bem original.
 
Logo no início do filme somos apresentados a Colter Stevens, um sujeito comum que acorda (literalmente) em um trem em movimento. Ele não sabe como foi parar ali e quando olha seu reflexo percebe que ‘’ele não é ele de verdade’’. Como desgraça pouca é bobagem o trem que ele está dentro explode! Tudo terminaria ai se não fosse por outro detalhe, nosso herói é forçado a reviver os últimos 8 minutos da tragédia até descobrir quem plantou a bomba, onde ela está e assim tentar salvar todos que estão ali. WOOW! Legal, né?

Não vai ser segredo para ninguém que eu ADOREI o filme. Sério, o filme não tem nada de tão grandioso, mas a história dele é uma coisa fora do normal. Quando você acha que a coisa está finalmente sendo descoberta o tempo acaba, o trem explode e ele precisa começar tudo de novo. O mesmo papinho com a ‘namorada’, a mesma tiradinha do engraçadinho do trem e as mesmas situações pré-tragédia. Provavelmente você está pensando ‘pô seu bobão, então é a mesma coisa o filme todo, que coisa chata!’ e eu digo que sim, porém em nenhum momento o filme fica chato, a cada ‘voltada de tempo’ nós temos um momento novo e uma descoberta e situação nova do personagem. Foi o ponto que eu mais gostei do filme, o ritmo é alucinante e em nenhum momento o filme fica chato!

O elenco tem uns rostinhos bonitinhos conhecidos do grande público, temos o ‘Principe da Pérsia’ Jake Gyllenhall (fala o nome dele 3x rápido :P), Michelle Monaghan (a mãezona protetora de Controle Absoluto) e Vera Farmiga (mais conhecida por ser a mãe adotiva daquela menininha super inocente e boazinha de ‘A Orfã). No quesito atuação o filme não é tããão bom assim, quer dizer, são atores normais em atuações normais, enfim, você estará tão imerso no filme que nem vai reparar nisso. Te garanto! A direção de Duncan Jones (Lunar) talvez é o que mais chame a atenção (se você repara nessas coisas), o cara é bastante seguro do material que tem em mãos e sabe o que está fazendo.

Uma coisa que provavelmente não vai agradar as massas é o fato de o filme não ter muitas explicações, quer dizer, temos um ou outro ‘é isso, isso e isso que está rolando’ mas são poucas coisas com algo de ‘concreto’. Muitos detalhes ficam na imaginação do espectador e ‘vamo que vamo’ que o show tem que continuar. Furo do roteiro? Proposital? Mistério... Outra coisa é o final, eu particularmente achei bem legal e totalmente de acordo com o que o filme nos propôs, um mega gancho para outras sequências, porém o público nunca está satisfeito né?

Ao meu ver o filme tem tudo para agradar a todos. Um elenco bonitinho, um roteiro super bem amarrado, sequencias de ação ‘dahora’, um mistério a ser resolvido (várias e várias vezes) e até um romance para agradar as mocinhas de plantão, olha que coisinha mais linda. Ta esperando o que, mano? Pega sua namorada, mãe, pai, tia, vizinha e vai assistir esse filme, por que vale muuuito a pena! 

Bom, eu vou parar de falar! Gostei muito do filme, quero e vou ver de novo. Apesar de ser um blockbuster hollywoodiano tem bastante conteúdo e apesar dos clichês eles dão super certo na tela. Uma ou outra coisinha que poderia ter sido diferente, mas tudo bem, nós relevamos. ‘Conta o Tempo’ é uma diversão certa para quem quer uma diversão certa. Vale totalmente o ingresso do cinema e até um espaço na sua prateleira se você for um colecionador.

Nota: 9

                                 

sábado, novembro 20, 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 1)

Sou fã incondicional da série Harry Potter. Li todos os livros, assisti todos os filmes. Odeio que falem mal de qualquer detalhe que seja e defendo com a maior vontade. JK Rowling criou um mundo magnífico, onde deixamos a imaginação fluir e embarcamos em histórias absurdamente incríveis que cativaram a minha geração e com certeza vai continuar cativando as que estão por vir.

Desde que ‘A Pedra Filosofal’ foi lançada, a principal expectativa que se criava era se o próximo filme ia ou não ser fiel aos livros. Eu, particularmente não ligo para isso, analiso o filme como uma adaptação. Claro que é impossível não fazer comparações, mas procuro não fazer disso algo essencial para julgar a qualidade (ou falta de..) de qualquer adaptação que seja. Gosto de todos os filmes, mesmo com todas as informações criadas ou excluídas. Para evitar que o último filme desapontasse uma geração inteira (e ganhar um pouco mais de grana, obviamente) resolveram adaptar o último e mais emocionante livro da série em 2 filmes. O resultado? Bom.. corram para os cinemas e confiram com os próprios olhos. Tenho certeza que JK Rowling está orgulhosa do primoroso trabalho que fizeram com sua obra.

‘As Relíquias da Morte’ começa exatamente de onde o anterior parou. Harry, Rony e Hermione precisam encontrar e destruir as Horcruxes, objetos com fragmentos da alma de Lord Voldemort. Porém, como todos sabemos essa não será uma missão fácil.

Bom, já falei um pouco sobre meu fascínio e fanatismo pela série. Agora vou falar sobre os aspectos técnicos do filme, que estão impecáveis. Vamos começar pelo começo. O diretor David Yates, resolveu ousar e fazer uma espécie de prólogo, ligeiramente diferente do livro. Acontece que essa liberdade poética teve um resultado incrível. Foi uma cena com um forte apelo emotivo e que retratado na tela nos brindou com uma cena linda. Emma Watson conseguiu mesmo sem falar nada, emocionar grande parte do público. A fotografia do filme é fora do comum. Os cenários parecem que tem vida. As cores frias deram ao filme o tom de caos, desespero e urgência que o Mundo da Magia está enfrentando. Isso ajudou muito a retratar também a solidão que nosso trio principal está passando, afinal eles tão sozinhos nessa e precisam aprender a se virar como podem se quiserem sobreviver e completar a missão na qual foram designados.

O maior acerto de ‘As Relíquias da Morte’ talvez esteja na divisão em duas partes. O filme ocorre de uma maneira suave, tudo na medida certa. Cenas de ação, diálogos, sem pressa.. Claro que não contém o mesmo impacto e detalhes que o livro tem, mas está super válido. É uma adaptação digna, mesmo com as ligeiras mudanças que ocorreram. As cenas tem um tom bonito e muitas vezes tenso, principalmente nos minutos finais. Outra coisa que acertaram em cheio, foi o momento da divisão. Não havia momento melhor para o final do filme. Um ótimo gancho para fisgar e instigar o espectador a assistir a Parte 2.

No quesito atuações, podemos dizer que este se superou. Atores como Alan Rickman (Snape), Helena Bonhan Carter (Belatriz Lestrange) dispensam comentários. Daniel Radcliffe que sempre foi um ator ‘morno’ teve sua melhor atuação na série. Rupert Grint e Emma Watson são perfeitos, ele com seu jeito ‘bobo’ e expressões faciais e ela com a doçura e inteligência. O trio principal cresceu muito profissionalmente, isso é um fato inegável. Ao meu ver, quem merece o maior destaque é Ralph Fiennes (Lord Voldemort) o cara nasceu para ser Você-Sabe-Quem. Trejeitos, expressões, tom de voz, tudo é na medida certa. É incrível o trabalho dele. Outro detalhe é o elfo doméstico Dobby. O carisma do personagem é imensurável. Uma participação extremamente notável. Mesmo tendo sido criado por computador.

São tantos os pontos positivos desse filme, que fica difícil falar sem entregar detalhes importantes da história. O filme tem cenas emocionantes, bonitas visualmente, engraçadas, tensas, aterrorizantes. É uma mistura que dá totalmente certo. Foi super legal ver as diversas reações da platéia com o filme.. Quando assistirem, reparem na cena que citei no começo e no suspense criado na cena que Harry e Hermione vão até Godrics Hollow. Digna de um filme de horror.. assim como os minutos finais também. Os momentos de descontração também são hilários. Tudo sem beirar o ridículo ou apelativo.

‘As Relíquias da Morte’ é o melhor filme da série, sem dúvida alguma. Tivemos um grande final na literatura e estamos tendo um excelente final nos cinemas também. Tudo no filme é de uma qualidade inquestionável e com certeza irá deixar tenso, emocionar e arrancar risadas de muita gente. Infelizmente tudo tem um fim, com Harry Potter não será diferente, a única coisa que podemos fazer é esperar pela Parte 2 que com certeza não irá decepcionar. Meus parabéns a toda equipe envolvida nessa produção. Conseguiram fazer um filme excelente.

NOTA 10

terça-feira, novembro 16, 2010

A Rede Social (The Social Network)


Quando li a primeira notícia sobre o ‘tal filme sobre o Facebook’, achei uma idéia um tanto quanto estranha. Não conseguia ver como poderia sair um filme interessante. Sabe aquela sensação de que não seria algo legal? Então, era assim que eu me sentia. Mesmo com o elenco promissor e a direção de um dos meus diretores favoritos, David Fincher. O tempo passou e pude conferir com meus próprios olhos como eu estava enganado e como o filme é sensacional. Com certeza um dos melhores deste ano.
A Rede Social’ não é sobre o Facebook em si. É um filme sobre a criação dele e os processos judiciais que o seu criador Mark Zuckerberg, sofreu de seu até então melhor amigo, Eduardo Saverin, e outros ‘inimigos’ que fez enquanto montava a maior rede social da atualidade.

O que eu mais gostei nesse filme, é que ao mesmo tempo em que Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, de Adventureland) é o mocinho sonhador querendo um pouco de notoriedade, ele também é o vilão da história. A relação com ele é um tanto quanto de amor e ódio. Os atos dele às vezes soam absurdos. Para deixar claro e sem entregar muito da história, Mark basicamente roubou a idéia do Facebook, e durante a ascensão do site ‘passou a perna’ em seu melhor amigo, Eduardo (Andrew Garfield), levando os dois à uma batalha judicial. É nítido que Mark era uma mente mais do que brilhante, e conforme o filme vai passando vamos entendendo os motivos que o levaram a tais atos. Como eu citei acima, é uma relação de amor e ódio. Ao mesmo tempo que temos que dar o braço a torcer e concordar em (muitas) verdades que ele diz, alguns atos dele vão contra o que nós julgamos ser correto. Um dos pontos positivos de ‘A Rede Social’ está nesse fator, a discussão que o filme trás. De que lado você ficaria? Eduardo ou Mark? Você concorda com as atitudes dele? O que você faria nessa situação?

Como muitos devem imaginar, é um filme parado. Não temos cenas de ação, perseguição ou suspense. Temos muitos diálogos, o filme é basicamente feito deles. E isso não é ruim, pois todos eles são de importância para a compreensão da trama. O grande defeito talvez esteja na rapidez com que eles são falados. O ator Jesse Eisenberg não faz nenhuma pausa entre suas falas, isso dificulta muito a compreensão do filme nos minutos iniciais. Apesar de não ter uma história de difícil compreensão, ‘A Rede Social’ exige uma atenção extra de quem o assiste.

A atuação da dupla principal está excelente. Jesse Eisenberg consegue passar um tom de frieza e inteligência absurdo. Andrew Garfield também, começa com uma atuação normal e conforme o personagem vai crescendo, vai melhorando cada vez mais. Principalmente na cena que descobrimos o motivo para todo o processo, o cara mandou muito bem. Os personagens secundários também são bastante satisfatórios. Rooney Mara (A Hora do Pesadelo) e até mesmo Justin Timberlake (Alpha Dog) mostraram que podem ser bons quando querem. E temos até uma surpresa, das cinzas aparece Joseph Mazello, o muleque do primeiro ‘Jurassic Park’.

Ao meu ver, quem conseguiu espremer o melhor de cada um ali, foi David Fincher (Seven). O que ele fez com o filme, não é qualquer diretor que conseguiria. O tom que o filme tem, é sem explicação, somente assistindo para saber. São 120 minutos que passam e nós não sentimos, ficamos totalmente presos na trama. David fez tudo no filme ficar praticamente perfeito. A prova disso está em uma sequência logo no começo do filme, onde Mark Zuckerberg invade os sistemas de Harvard para fazer um site. A cena é genial, prestem atenção nela. Os cortes, a trilha sonora e até um certo grau de suspense que foi inserido , estão na medida certa.

‘A Rede Social’ é um filme praticamente perfeito. Tudo nele funciona de uma forma incrível. Roteiro, atuações, direção, fotografia. Tudo é de uma precisão fora do normal. Boatos dizem que é um forte candidato ao Oscar, e caso isso aconteça, é um filme que realmente merece. Para mim, já é um dos melhores do ano e figura fácil nos meus favoritos. Se você gosta de filmes nesse estilo, é um prato cheio.

Nota: 10

sexta-feira, setembro 17, 2010

Resident Evil: Recomeço (Resident Evil: Afterlife)

A franquia ‘Resident Evil’, ao meu ver é uma das mais divertidas dos últimos anos. Óbvio que a qualidade foi caindo ao longo dos filmes e tudo começou a se tornar mais do mesmo, mas se formos analisar friamente é muito legal nos desligarmos por algumas horas dos problemas e assistir Milla Jovovich mandando ver em seus inimigos. É um filme nitidamente feito para diversão e nada além disso. Tramas simples, efeitos especiais de primeira linha.. Tudo isso regado a muito sangue e tiros. Foi assim com ‘O Hóspede Maldito’ em 2002, ‘Apocalipse’ em 2004, ‘A Extinção’ em 2007 e é assim com ‘Recomeço’ a mais nova sequência da série. Porém este último deu uma inovada na franquia e teve seu lançamento em 3D.

Em ‘Recomeço’ a nossa heroína Alice, continua sua eterna briga com a Umbrella Corporation e após muito rodar atrás de outros sobreviventes ela reencontra Claire Redfield que está sofrendo alguns problemas de memória. Algum tempo depois as duas acham um novo grupo de sobreviventes (e vítimas em potencial) que estão tentando chegar a Arcádia, um lugar livre da epidemia e mais seguro do que lugar onde se encontram, um presídio abandonado e cercado de zumbis. Começa então mais uma luta pela sobrevivência para chegar ao tão falado lugar.
Se você assistiu aos outros filmes da série, assistiu a esse. Ele não tem nada de diferente dos outros. Quer dizer, temos uma pequena surpresinha no começo.. mas não quero dar muitos detalhes. O roteiro é tão simples como um filme infantil, o espectador saber muito bem tudo que vai acontecer. Portanto, se você quer ver uma história fantástica, não perca seu tempo, pois se formos parar para pensar, o que menos tem nesse filme é história.

A produção é esteticamente perfeita. O visual de caos e histeria é muito bem passado, o mundo está praticamente destruído, com exceção de tudo que é mantido pela Umbrella Corporation, claro. O grande e maior destaque desta produção, está nas suas cenas de ação. São absurdas, intensas. O filme começa com chave de ouro, Alice atirando e matando tudo que vê pela frente, sensacional. Uma outra coisa, a trilha sonora é muito boa. O começo do filme, mostrando Tóquio, e tocando uma música com umas batidas sensacionais. Temos outras cenas que a trilha fica em evidência, prestem atenção nesse detalhe.

Milla Jovovich não é uma atriz fantástica, mas como Alice, não há atriz mais perfeita. Ela segura o filme sozinha. Não dá para tirar os olhos da tela quando ela aparece com suas armas e façanhas. Quase o mesmo pode ser dito de Ali Larter (do seriado Heroes), que interpreta Claire, ela também não é uma atriz fantástica e só não brilha mais no filme pois Milla Jovovich rouba todas as cenas que aparece. O elenco também tem Wentworth Miller (da série Prison Break), que está totalmente perdido no filme, e se limitava a fazer cara de bravo e dar tiros nos zumbis que apareciam.

Como eu citei acima, o roteiro de ‘Recomeço’ é praticamente nulo, o filme basicamente se sustenta na beleza de suas protagonistas e em suas inúmeras cenas de ação, dessa vez temos também o 3D, que com certeza não vai desapontar quem procurar uma ‘experiência cinematográfica’ maior. O filme pode não ter uma história muito boa, mas cenas de ação de cair o queixo ele tem e em grande quantidade. A melhor cena para mim foi uma luta envolvendo um monstro gigante, segurando um machado maior ainda, em um banheiro com canos estourados, contra Ali Larter e Milla Jovovich, em 3D. Sem palavras, só assistindo mesmo para saber. Tive o prazer de ver este filme em IMAX 3D, a experiência foi fantástica.

‘Resident Evil: Recomeço’ pode não ser uma obra-prima, mas não vai desapontar quem procura um filme ágil e sem grandes pretensões. Procure a sala 3D ou IMAX 3D mais perto de você e divirta-se muito, pois o filme vale totalmente o ingresso. Milla Jovovich já confirmou, e que venha Resident Evil 5!
Nota: 8

sábado, setembro 04, 2010

'Splice: A Nova Espécie' (Splice)

Há alguns anos um filme chamado ‘A Experiência’ foi lançado nos cinemas, lembram deste filme? Onde cientistas combinam um DNA vindo do espaço e criam um ser meio humano e meio alienígena, porém esta coisa foge do laboratório e quer desesperadamente continuar sua espécie. Lembro deste filme ter me deixado com muito medo na época, já que eu era uma criança e o filme continha algumas cenas grotescas. ‘Splice’ chegará ainda este ano aos cinemas brasileiros, e ao ver o trailer, a primeira coisa que vem na cabeça é o filme que eu citei acima.

Na história, Elsa e Clive são um casal de geneticistas que estão fazendo combinações genéticas e criando novos seres para estudos mais avançados. Um belo dia, Elsa tem a idéia de fazer uma clonagem humana, porém como a idéia de criar um outro ser humano vai contra os conceitos éticos, ela adiciona genes animais e cria uma nova espécie. Porém com o passar do tempo, cuidar deste novo ser começa a se tornar uma tarefa difícil e a situação vai saindo do controle do casal.

Gosto muito de filmes que tratam de genética, experimentos científicos, com ‘Splice’ não foi diferente. Neste filme, acompanhamos todo o desenvolvimento e crescimento da criatura que amigavelmente é apelidada de Dren, até me arrisco em dizer que começamos a ter uma certa afeição com o ser. Dren é uma criatura bizarra, e me dava aflição de olhar para uma espécie de rasgo que continha no topo da cabeça dela. Para mim, este foi um dos pontos altos do filme, pois os personagens e suas motivações, são muito bem explorados. Principalmente a relação entre Elsa, Clive e Dren. Outra coisa que me chamou a atenção foi o roteiro bem amarrado e dinâmico, apesar da situação em diversos pontos se tornar absurda.
O filme é contra-indicado para quem gosta de produções mais movimentas, violentas e cheia de ação. Quer dizer, o filme não é parado em momento algum, tem sempre algo acontecendo, mas a maneira como descobrimos as coisas são lentas. Como eu citei acima, acompanhamos todo o processo de desenvolvimento de Dren e toda a emoção e correria é deixada para o climax.

O grande defeito (ou erro..) do filme, é ele nunca decidir se é terror ou ficção, e somente nos momentos finais que ele vai tomando forma, porém o final acontece muito rápido. Também somos brindados com uma enorme reviravolta na trama. Eu particularmente gostei deste final, deu um tom diferente ao que nos foi apresentado, porém a maioria das pessoas ao se queixarem do filme, citam este momento como o maior defeito do filme. Ao meu ver o final é o divisor de águas, ame ou odeie, não há meio termo. Pelo menos ele está bastante plausível dentro do que nos foi proposto até então..
Adrien Brody (Predarores) e Sarah Polley (Madrugada dos Mortos) interpretam o casal protagonista, e fazem isso muito bem. Delphin Chenéac também merece destaque, ela interpreta Dren na fase adulta. Os três seguram o filme nas costas durante muito tempo.
‘Splice’ está longe de ser um filme perfeito, obviamente. Muitos odiaram e muitos amaram. Fica uma dica, tente não ler muito sobre este filme e tire sua conclusão livre de influências. Eu particularmente gostei e achei que ele consegue divertir bastante quem procura um filme diferente e criativo até certo ponto. Não entrará para a sua lista de filmes favoritos e dificilmente se tornará um clássico, mas isso não o torna menos merecedor da sua atenção. Eu recomendo.
Nota 7

quinta-feira, agosto 26, 2010

Par Perfeito (Killers)

Em 2010, as comédias de ação com elencos estelares invadiram os cinemas mundiais. Foram os casos de ‘Caçador de Recompensas’ com Jennifer Aniston e Gerard Buttler, ‘Encontro Explosivo’ com Cameron Diaz e Tom Cruise. São filmes que não são nenhum exemplo ou uma aula de cinema, mas dentro do seu proposto, divertem e nos fazem ter um momento agradável, correto? Este seria o propósito de ‘Par Perfeito’ que estréia essa semana nos cinemas brasileiros. Mas o que fazer, quando um filme que tinha muito potencial para ser divertidão, não consegue ser nem a metade disso?



Jen (Katherine Heigl) está passando as férias na Europa, lá ela conhece Spencer (Ashton Kutcher), o tempo passa e eles se casam. Porém o que Jen, mesmo depois desse tempo todo, não sabe, é que Spencer é um assassino profissional, e uma grana alta foi oferecida pela vida dele.


Não esperava em nenhum momento que ‘Par Perfeito’ fosse ser um filme que mudaria minha vida de alguma maneira, ou que pelo menos entrasse para a minha lista de filmes favoritos. O que eu mais queria era dar algumas risadas, passar o tempo, esquecer da vida por algumas horas.. e estou esperando por isso até agora. Não ri das piadinhas, não me empolguei com as cenas de ação, não achei que dava para torcer pela vida do personagem principal. Pensa em algo totalmente sem graça e forçado.


A trama do filme é um samba do criolo doido, fica uma boa parte só mostrando os dois se conhecendo, mostra os pais extremamente chatos da garota, que são interpretados por Tom Selleck (Será Que Ele É?) e Catherine O’Hara (Esqueceram de Mim), e depois de muito tempo realmente mostra ao que veio. Porém, quando o filme começa a ficar um pouquinho menos chato, ele acaba. Sim meus caros leitores, o filme acaba. A única coisa que fica conosco é a raiva de ter perdido tempo assistindo uma coisa horrorosa dessa. O melhor a se fazer é ver o trailer, pois ele É o filme. Exatamente na mesma ordem que é mostrado. Ver para crer. 


O problema deste ‘material cinematográfico’ não estão nos atores, que conseguem ficar razoavelmente bem nos seus papéis, e sim no roteiro. As coisas simplesmente vão acontecendo e acontecendo.. Ashton Kutcher dando porrada em tudo e em todos, Katherine Heigl gritando histéricamente o filme inteiro, eu não aguentava mais. Como eu citei, os atores até que estão bem, não é um papel memorável na carreira deles, tanto por que o filme não contribue em nada para isso, mas se o filme merece algum crédito, é por que o casal principal se esforçou um pouco. Agora os pais da protagonista, caramba.. Catherine O’Hara para mim SEMPRE vai ser a mãe do Kevin (Macauley Culkin em Esqueceram de Mim), que personagem chato e sem propósito ela foi arranjar. Quase o mesmo podemos falar do Tom Selleck. 


Quase não vi pontos positivos nesse filme. A fotografia do filme talvez é o que mais chama a atenção, principalmente no começo. Como já citei, o casal de protagonistas não está de todo ruim e salvo uma ou outra cena que fazem surgir um sorrisinho no canto do rosto. As melhores sacadas estão no trailer, mas elas não fazem o mesmo efeito no filme.


‘Par Perfeito’ é um filme mais do que dispensável, ele não vai fazer diferença nenhuma na sua vida. Não vale o ingresso do cinema, não vale uma locação.. só se você for muito fã dos atores ou está esperando este filme estrear há algum tempo. Talvez você goste e fique com raiva de mim, mas eu não gostei e deixo bem claro, EU NÃO RECOMENDO!


Nota 3

quarta-feira, agosto 18, 2010

O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer's Apprentice)

Desde 2001, quando o primeiro filme da série Harry Potter foi lançado, o mundo do cinema sofreu uma invasão de filmes de fantasia. Ficou provado que esse era um tema que cativava as pessoas e podia render milhões aos estúdios. Desde então, todos os anos somos apresentados a filmes com esse tema que podem ou não render uma franquia de sucesso. A Walt Disney Pictures apostou alto nesta aventura produzida por Jerry Bruckheimer, o mesmo de ‘Piratas do Caribe’ e o resultado, pelo menos nas bilheterias americanas, não foi muito satisfatório.

A trama básica do filme, é a seguinte. Balthazar Blake (Nicolas Cage) é um feiticeiro que durante anos vem procurando a pessoa certa para herdar os poderes que possui. Essa pessoa é Dave Stutler (Jay Baruchel), um rapaz qualquer, que mal sabe conversar com as garotas. Porém, quando bruxos nada amistosos começam a ser libertados, Dave precisar aprender todos os truques possíveis para ajudar Balthazar no combate ao mal.
Ok, vamos aos fatos. ‘O Aprendiz de Feiticeiro’ é aquele filme que logo de cara já notamos que tem um potencial enorme para ser um ‘Clássico da Sessão da Tarde’ .. Isso é ruim? Não necessariamente, eu particularmente adoro esse tipo de filme. Despretensiosos e feito com um único intuito, divertir. Ele não acrescenta nada de novo e é nada mais nada menos que uma diversão rápida e passageira.
O elenco conta com o ‘topo tudo por dinheiro’ Nicolas Cage, uma figurinha carimbada e grande conhecido do público, que ultimamente tem feitos coisas muito legais e outras nem tanto. Ao contrário do que muitos acharam, eu gostei da atuação dele, não é algo digno de um Oscar, mas ele não fez feio não. Dentro do proposto, ele se saiu muito bem. Também temos o ‘semi conhecido’ Jay Baruchel (Ligeiramente Grávidos) que se sai muito bem no papel de aprendiz desajeitado. Junto deles, também estão Alfred Molina (Homem Aranha 2), Teresa Palmer (Um Verão Para Toda a Vida) e Monica Bellucci (Matrix Reloaded), todos com uma atuação dentro do padrão.
A fotografia do filme, é adequada, tendo Nova Iorque como plano de fundo.. Mas os efeitos visuais são realmente o ponto alto do filme, destaque para a águia de metal que surge no meio da cidade. A trilha sonora também é um ponto alto, que vai agradar os mais jovens. A música tema do filme é bem interessante. 'Secrets' da banda One Republic, dificil não ficar com ela na cabeça ao término da sessão.
Sim, o filme tem defeitos (e muitos diga-se de passagem), o roteiro tem alguns furos gigantescos e é dificil de acreditar em muitas situações que acontecem ao longo do filme, principalmente no desfecho. Mas como eu citei anteriormente, ele não tem grandes pretensões e você não vai lembrar dele para sempre mesmo.
‘O Aprendiz de Feiticeiro’ é mais um filme de aventura e fantasia que aterrisa nos cinemas mundias. Não é um filme que vai ficar na sua memória para sempre, mas se você assisti-lo com o intuito de se divertir, com uma história divertida e repleta de efeitos visuais, certamente vai gostar. Apesar de não trazer nada de novo, é um filme legal que não ofende ninguém.
Nota 7,5

quinta-feira, julho 22, 2010

Predadores (Predators)

Não assisti aos filmes anteriores da série 'Predador' nunca havia me chamado a atenção, principalmente depois que assisti 'Alien vs Predador' e sua sequência. Achei ruim, muito ruim.. e foi ai que os anteriores ficaram lá no final da minha lista de filmes para ver. O tempo passou e vi o trailer de ‘Predadores’ no cinema, que por sinal foi bem empolgante e eu fiquei com muita vontade de assistir, mas como todos sabemos, o trailer em muitas vezes é bem melhor que o filme. Com este filme não é diferente.

No filme, oito estranhos caem de pára-quedas (literalmente) em uma floresta. Após muito discutir e explorar o local descobrem que estão em outro planeta e que são alvos de uma criatura que não pretende deixá-los saírem vivos de lá. Começa então o famoso jogo de gato e rato para tentar sobreviver à temível criatura.
Até mais ou menos 40 minutos de filme, absolutamente nada acontece. E ao contrário do que muitos podem pensar, isso não é uma coisa ruim, pois um clima muito interessante é construído e uma certa tensão é estabelecida. Quando os famosos Predadores são inseridos na trama, começa a ficar sem graça, pois volta a ser mais do mesmo. Correria, tiros, mortes, sangue e bla bla bla.. Isso não é ruim, mas fica tudo muito corrido e algumas coisas começam a soar artificiais. Até os clichês que até então não estavam sendo tão incômodos, começam a incomodar.
Com exceção das duas primeiras, as mortes no filme não têm tensão, elas simplesmente acontecem. Quando você se dá conta, é menos um personagem no filme. Ok, isso é o que realmente interessa, mas se o diretor tivesse inserido um pouco mais de tensão e menos ação neste quesito, poderíamos ter algo melhor. Deixando claro que isso não foi ruim, mas podia ter sido melhor trabalhado.
O visual dos Predadores é muito engraçado, sério, acho que para ficar com medo daquele bicho somente de tiver um na sua frente, pois aqueles ‘dread locks’ e aquele biquinho que fazem com a boca, beira o ridículo. Não sei se nos filmes anteriores da série tinha uma rixa interna entre as espécies de Predadores, mas que nesse filme foi citada e ficou meio deslocada, pois na hora do vamos ver a coisa acontece tão rápido que nem dá tempo de escolher para qual das espécies você torce. A meu ver, essa sub-trama não foi realmente importante para o filme e deixou meio que claro que só estava lá para encher lingüiça. Os efeitos especiais e fotografia do filme apesar de não serem grandiosos, são muito bons.
O elenco conta com algumas celebridades, como Topher Grace (Homem Aranha 3), Adrien Brody (King Kong), Lawrence Fishburne (Matrix) e a excelente atriz brasileira e com toda a certeza o destaque do filme, Alice Braga (Ensaio Sobre a Cegueira). Todos estão muito bem e convincentes nos seus respectivos papéis. O diretor Nimrod Antal (Temos Vagas) também não faz feio, porém temos os pequenos detalhes que poderiam ser melhor trabalhados.
‘Predadores’ não é ruim, muito pelo contrário, ele tem muitos momentos bons, porém após a metade, ele perde um pouco do clima estabelecido e se torna mais um filme de ação e suspense convencional, mas não é porque ele fica convencional que ele merece menos destaque. O que realmente vale o filme, é que o início dele é muito bem feito e temos atores que conseguem segurar a onda sem problema algum. Não é um filme que você lembrará para sempre, mas se for fã do gênero, com toda a certeza valerá o ingresso.
Nota: 7

terça-feira, julho 20, 2010

O Último Mestre do Ar (The Last Airbender)

Nunca assisti o desenho na qual esse filme foi baseado, nunca me despertou nenhum tipo de interesse na verdade. Em absolutamente todos os filmes que assisti recentemente nos cinemas, o trailer de 'O Último Mestre do Ar' foi mostrado.. sempre dando enfase no diretor M. Night Shyamalan, que dirigiu nada mais nada menos que 'O Sexto Sentido' e ultimamente tem feito coisas que não tem agradado as pessoas, que é o caso de 'A Vila' e 'Fim dos Tempos'. Ok.. fiquei no mínimo curioso para assisti-lo pois apesar dos pesares eu gosto do diretor e o trailer é muito legal, nos dá a sensação de que será um filmaço. Pois é.. doce ilusão.

Para resumir a história, temos a nação do fogo, água, terra e ar. De tempos em tempos nasce alguém que tem o poder de manusear os quatro elementos, esse alguém é chamado de Avatar. Como se não bastasse, a nação do fogo escravizou as outras três nações e o tal Avatar desapareceu. Eis que 100 anos depois ele está de volta para tirar o sossego da nação do fogo.

Certo, é uma adaptação de um desenho, eu entendo.. mas temos tantos desenhos legais que poderiam ser adaptados. A história é chata, parada e confusa em algumas horas.. pelo menos para mim foi. O filme tem 100 minutos, que parecem levar uma eternidade. Nada de interessante acontece durante esse tempo, e para quem não está interado no universo do desenho animado, é uma coisa chatíssima. Sim, temos uma ou outra cena de ação nesse meio tempo, mas elas não empolgam, não prendem a nossa atenção. O final sim dá uma engrenada, mas ai o filme acaba.. e ficamos com aquela cara de bobo.

O elenco é composto de atores pouco conhecidos, acho que o mais famoso ali é o Jackson Rathbone (Jasper da Saga Crepúsculo) e o Dev Patel (o Jamal de Quem Quer Ser um Milionário?), em atuações completamente forçadas, o segundo se limitava em simplesmente fazer caras de ‘to bravo, sai daqui’.. chegava a ser ridículo. E o menino que interpreta o Aang, o tal Avatar..? Em algum momentos dava a impressão que ele estava lendo o script. Pô Shyamalan.. a gente sabe que você consegue fazer melhor. A única que se sai realmente bem ali é a atriz que faz a Katara, que pelo visto foi a que melhor se empenhou e levou a sério seu papel.

M. Night Shyamalan.. esse é o primeiro filme dele que eu realmente não gostei. Eu sou meio do contra, enquanto todos odiaram ‘Fim dos Tempos’ e ‘A Dama na Água’ eu achei que foram legais, nada demais. Mas neste o cara errou feio.. é claro que tem gente que vai gostar, principalmente as crianças, mas quem for assistir com a cabeça mais aberta e esperando algo no mínimo divertido, vai se desapontar. O que foi o meu caso, eu não me diverti assistindo o filme, eu olhei no relógio o tempo todo, não via a hora de levantar.

Sim, nem tudo é horrível no filme. A fotografia é excelente.. paisagens muito bonitas. E os efeitos visuais também são muito bons, talvez fique melhor em 3D, não sei. Mas todos nós sabemos que estética visual por si só não faz um filme legal, se a história do filme contribuisse um pouquinho mais, quem sabe o resultado seria outro.

‘O Último Mestre do Ar’ é um filme fraco em todos os sentidos. Roteiro lento e confuso em algumas horas, atuações que beiram o ridículo e personagens que não nos despertam nenhum tipo de interesse. O filme só se salva porque é muito bonito esteticamente, e só. Pode ser que o público alvo deste filme saia satisfeito do cinema, assim como os fãs.. Mas pelo menos para mim, um leigo sobre o mundo de ‘Avatar: The Last Airbender’.. não agradou.

Nota 4

sábado, julho 17, 2010

Encontro Explosivo (Knight and Day)

Sabe aquele tipo de filme que você vai ao cinema e espera passar um tempo agradável, assistindo algo que não exige muito de seu intelecto, dar algumas risadas, se divertir um pouco e fugir dos problemas do cotidiano? Sabe? Então.. 'Encontro Explosivo' é exatamente isso.. uma comédia de ação que cumpre o que propõe, simples assim.. sem mais nem menos.

June Harvers está voltando de uma viagem e no aeroporto conhece Roy Miller. Porém ela ainda não sabe que Roy é um agente secreto no meio de uma missão. Mesmo sem querer, June se envolve na trama toda e cabe a Roy terminar o que já começou e protegê-la do pessoal que está atrás dele.

Tom Cruise e Cameron Diaz parecem crianças em um parque de diversões, está estampado na cara deles que se divertiram muito gravando as cenas de ação do filme. A atuação dos dois está muito caricata.. ela como a mocinha indefesa e atrapalhada e ele como o agente secreto pronto pra briga, mas não achei que foi um defeito do filme, ao mesmo tempo que ela é caricata, ela soa muito natural. Os atores são muito carismáticos e isso conta muito, por que os dois conseguem (e muito bem) segurar o filme.

As cenas de ação, são bem feitas e divertidas. Cameron Diaz rouba a cena nelas, principalmente em uma que envolve um tiroteio e o nervosismo de sua personagem. Muito engraçado. Apesar das cenas serem eficientes, o mesmo não pode ser dito dos efeitos visuais, claro que não é esse o propósito do filme já que esse não é o foco dele, mas são bem fraquinhos e chegam a ser engraçados.

O filme tem alguns defeitos. Achei que ele foi mais longo que o necessário, em alguns momentos nada de realmente interessante acontecia e o roteiro as vezes parecia muito forçado em algumas situações. Mas como eu citei antes, o objetivo do filme é divertir, essas coisas passam um pouco despercebidas.

'Encontro Explosivo' é um filme muito divertido, que vai agradar a maioria.. Não é um filme para se levar a sério em momento algum e se você for ao cinema esperando se divertir, provavelmente não vai se arrepender, pois ele realmente consegue fazer isso.. tudo o que você precisa para passar o tempo está lá. E convenhamos, um pouco de diversão não faz mal a ninguém.

Nota 7

quinta-feira, julho 01, 2010

Eclipse (Eclipse)



Eu gosto da 'Saga Crepúsculo' não tenho absolutamente nada contra, não gosto da histeria coletiva causada pelas fãs mais frenéticas e assustadoras, mas no que se diz a história acho bem legal, uma visão diferente sobre os vampiros que cumpre o que propõe.. uma diversão rápida e sem grandes pretensões.

Em 'Eclipse' acompanhamos novamente Bella, Edward e Jacob, porém dessa vez um exército de vampiros recém nascidos descontrolados e com sede de sangue está sendo montado, colocando em risco a segurança da garota. Vampiros e Lobisomens se unem para destruir o inimigo e por um fim nesse mal.

No que se diz respeito ao enredo, este é muito mais ágil e envolvente do que os anteriores.. deixando claro que apesar de ser um produto que as meninas idolatram, os marmanjos podem assistir e se divertir também. Muitas cenas de ação e uma certa violência foram adicionadas ao filme, e isso o deixou com um ar totalmente diferente de 'Crepúsculo' e 'Lua Nova'. O diretor David Slade (30 Dias de Noite) conduziu muito bem a trama, deixando um clima de suspense no ar durante boa parte do filme.

As atuações também tiveram uma notável melhora, apesar de eu não achar que o trio principal sejam atores ruins. Kristen Stewart perdeu o ar de 'menina boba' e nos apresenta uma Isabella Swann um pouco mais firme do que nos outros dois filmes da série.. assim como Robert Pattinson e Taylor Lautner, que demonstram estar muito mais a vontade com os personagens. Houve uma substituição no elenco deste filme, a vilã Victória agora é interpretada por Bryce Dallas Howard (A Vila, A Dama na Água) que é uma excelente atriz, mas ao meu ver não ficou bem no papel.. a atuação dela não é ruim, mas a atriz anterior tinha realmente uma cara de vilã sanguinária.

Como citei anteriormente, o roteiro deste episódio da Saga está muito melhor do que os outros, pois perdeu um pouquinho do ar 'filme para meninas' e ganhou um tom muito mais sério, até os vampiros 'bonzinhos' estão mais agressivos. O destaque do filme vai totalmente para o climax.. a cena dos vampiros recém nascidos saindo da água é muito bem feita, dando um tom de urgência e caos, ficou muito legal de se ver. A partir daí o filme prende a nossa atenção e nos leva a uma batalha final muito divertida de se ver, com direito a membros decepados e outras coisas do gênero. Aliás, algo que eu gostei foi a maneira como os vampiros foram sendo destruídos, bastante criativa.. quando assistirem, prestem atenção neste detalhe.

Os efeitos visuais do filme tiveram uma melhora também, claro que não se igualam a um 'Avatar' ou 'Transformers' mas estão muito bem feitos. Em minha opinião, em 'Eclipse' o pessoal da produção teve um cuidado maior em todos os aspectos, elevando a qualidade do filme ao máximo e fazendo o terceiro capítulo da série ser o melhor de todos até agora.

Uma coisa que não gostei no filme foi o fato de em alguns momentos ele parecer arrastado demais e que alguns personagens estão lá somente porque precisam ser lembrados que existem, como é o caso de Mike, Angela, Jessica e Eric.. e também como citei antes, não achei a Bryce Dallas Howard uma escolha certa para a vilã do filme.

'Eclipse' é com certeza o melhor filme da 'Saga Crepúsculo', não é aquele filme que vai ficar na sua cabeça por alguns dias, mas provavelmente você vai se divertir assistindo, ele está longe de ser um filme chato e vale o ingresso do cinema. Se você tem algum preconceito com a franquia, tente esquecer pois ele é muito diferente dos outros e muito mais agradável.. o tom romântico ainda permanece, obviamente.. mas o suspense e aventura adicionados deixaram o filme muito legal.

Nota 7

PS: Eu tentei ao máximo esperar uns dias para assistir e fugir da estréia, mas uma pessoa que eu tenho um carinho muito especial e que eu admiro muito me falou tão bem do filme que eu resolvi encarar as filas e fãs histéricas. :D

segunda-feira, junho 21, 2010

Toy Story 3 (Toy Story 3)

O ano era 1995, eu estava em casa fazendo minhas criancices quando chega meu pai da locadora com um VHS em mãos, toda a família se reuniu para assistir 'Toy Story'. O filme que revolucionou o modo de fazer animações e marcou uma geração. Em 1999 não foi diferente, com excessão de que assisti 'Toy Story 2' nos cinemas. Lembro que sai da sala tão fascinado quanto o primeiro.. e dia 19/06/2010, 15 anos depois do primeiro filme, eu estava lá para assistir 'Toy Story 3' .O que eu achei? Bom.. parem de ler isso agora e corram para o cinema, pois o filme é SENSACIONAL, sem palavras para descrever a emoção que foi assistir este filme.

Tudo começa quando Andy está indo para a faculdade, os brinquedos estão jogados no baú há algum tempo, boa parte deles foram doados para lugares diversos, com excessão de Woody, Buzz e o resto da tropa. A mãe de Andy então dá um ultimato, antes de partir, ele tem que decidir o que vai ser guardado no sotão e o que vai para o lixo. Eis que em Toy Story como de praxe, algo da errado e todos eles vão parar na creche de Sunnyside, um lugar perfeito para brinquedos que não são 'brincados' há tempos, certo? Sim, se as intenções dos brinquedos que já estavam lá, fossem as melhores.. começa então uma INCRÍVEL aventura para fugir de Sunnyside e voltar para o lugar onde todos pertencem.

Eu não sei por onde eu começo. TUDO no filme é de uma perfeição imensa, a começar pelos personagens, os mais carismáticos que já foram feitos, os cenários, os vilões, as histórias, as cenas engraçadas, as cenas emocionantes. NADA no filme é chato, desde o começo assistimos ‘Toy Story 3’ com um sorriso no rosto, e para os mais fanáticos e nostálgicos como eu, com uma lágrima no canto do olho, prestes a sair em qualquer momento. A história do filme consegue ser envolvente para crianças e adultos, tudo isso sem parecer forçado em momento algum.. e as cenas cômicas também, com aquele jeito inocente que só a Disney/ Pixar sabe fazer.

Temos vários novos personagens, como foi mostrado no trailer.. O urso Lotso, que é o ‘comandante’ da creche, e alguns outros brinquedos.. O destaque com toda a certeza vai para o Ken, impossível não soltar uma risada quando ele aparece.. quando ele fala algo, mais impossível ainda. A junção de Ken e Barbie foi muito bem explorada no filme, é só vendo para crer. Temos várias coisas legais no filme além disso, como o Woody, Buzz (que ao meu ver foi o responsável pela cena mais engraçada do filme), o Senhor e a Senhora Cabeça de Batata, os clássicos ET’s, Slinky, Rex, Hamm, Jessie, Bala no Alvo.. toda a turma está lá fazendo o que sabem fazer de melhor, arrancar risadas e lágrimas de todos os espectadores. Não vou citar as cenas, pois cada uma é uma surpresa diferente, é um prazer imensurável assisti-las.

As cenas de aventura continuam no mesmo nível dos dois primeiros, você torce para os brinquedos se darem bem. Uma coisa que me chamou a atenção, foi a maneira que o filme foi construído, em determinado momento chegamos a acreditar que tudo está realmente perdido para Woody e sua turma, chega a ser desesperador.. de todo mundo que eu conversei, todos acharam a mesma coisa.. apesar de o roteiro ser óbvio, quando o assistimos não temos a certeza que tudo vai ocorrer tão bem assim no final.. e que final. O que foi aquele final? Impossível não ficar com o coração na mão, galera.. eu sou muito coração de pedra, é muito dificil eu chorar , muito mesmo.. ao final deste eu estava perdido, sem rumo.. pois não consegui chorar, meu peito doia de tristeza, felicidade, raiva.. tudo isso ao mesmo tempo. Só a Disney consegue fazer isso, e muito bem.

Como de costume, temos um curta antes do filme, dessa vez foi ‘DIA E NOITE’, sem palavras, um dos mais legais já apresentados, uma história simples e cativante que ao terminar deixa um gostinho de quero mais.

‘Toy Story 3’ consegue resgatar o clima dos seus antecessores muito bem sem repetição, tudo que vemos ali é uma história totalmente nova, alguns dias atrás eu citei que ‘Principe da Pérsia’ estava sendo o melhor filme do ano para mim, tudo isso mudou há dois dias, vai ser muito dificil ter um filme ou animação melhor que este por um bom tempo, não é qualquer filme que consegue ter milhões de qualidades e nenhum defeito, não estou exagerando.. o filme é realmente perfeito. Oscar garantido, Globo de Ouro também.. ‘Toy Story 3’ vai ganhar todos os prêmios que for indicado, facilmente.. e acima de tudo MERECIDAMENTE. Melhor filme do ano? que nada.. é um dos melhores filmes já feitos.

Nota: 10

sexta-feira, junho 04, 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time)

Os jogos atuais de Prince of Persia, eu nunca joguei.. mas sou fã até hoje daquele antigo que temos que pular, abaixar, derrotas alguns inimigos, beber poções.. sempre achei muito legal e ficava horas jogando. Achei que o filme fosse ser mais ou menos nesse esquema.. foi um mero engano, mas foi o engano mais legal que vi ultimamente.

'Dastan é acusado de matar seu pai, Rei da Pérsia, e em sua fuga se junta a Princesa Tamina, um tempo depois descobre que está carregando uma adaga que contém as Areias do Tempo, cujo poder pode alterar o passado. Cabe então aos nossos heróis fugir daqueles que tanto querem o artefato e impedir ele que caia em mãos erradas, caso isso aconteça, o mundo todo corre um grande perigo.'

A história do filme é basicamente essa, mocinhos contra caras maus, embalados em muitas cenas de ação e aventura, com efeitos especiais de cair o queixo. Isso era o minimo que podemos esperar do diretor Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) e do produtor Jerry Bruckheimer (para citar como o cara é humilde, ele foi o responsável por nada mais nada menos que a trilogia Piratas do Caribe e Armageddon), e também temos o padrão Walt Disney de qualidade. Ou seja, não precisa falar muita coisa, não é?

Recentemente tivemos 'Fúria de Titãs', que apesar de termos efeitos grandiosos não possui história nenhuma, o que não é o caso deste. A trama de 'Príncipe da Pérsia' pode não ser um sinônimo de originalidade, mas nos prende do começo ao fim, eu não me lembro de ter olhado no relógio um momento sequer, foram 2hrs que passaram rápido demais e não me importaria se tivessse mais uns 40 minutos de filme. A primeira cena que Dastan tem contato com as Areias do Tempo, nos pega com uma certa surpresa e a partir daí o filme engrena e não para mais, tem sempre algo acontecendo.

O tal príncipe é interpretado por Jake Gyllenhall (O Segredo de Brokeback Mountain) que segura muito bem o papel por sinal e a Princesa Tamina é feita por ela, Gemma Arterton (Fúria de Titãs), que está mais linda do que nunca, é sério.. a beleza dela neste filme está em destaque, e uma coisa boa.. ela não está sussurrante neste filme! (não entendeu? leia o post de Fúria de Titãs mais abaixo..). Ben Kingsley (A Lista de Schindler), não aparece o tanto que deveria, mas faz um vilão muito legal.

Pode parecer um tanto exagerado, mas eu não consegui perceber grandes falhas, achei que tudo estava dentro do contexto, não lembro do roteiro se perder em algum momento.
Tudo que faz um filme desse tipo ficar legal, está lá.. efeitos especiais, atores legais, uma trama dinâmica, cenas de ação, destruição, comédia, romance, drama.. é melhor correr para o cinema e ver com os próprios olhos.

A Disney acertou em cheio na escolha de sua possivel nova franquia, potencial para outros filmes de qualidade é o que não falta e pelo que pesquisei, existem mais jogos da série. Eu realmente espero que tenha muito mais, pois já está na minha lista de favoritos e de futuras aquisições para minha coleção.

'Príncipe da Pérsia' é uma aventura de primeira linha que vai agradar a maioria que o assistir e ao meu ver, entre blockbusters que já estrearam este ano, é o melhor de todos, pois ele cumpre o que promete e vai mais além. Tomara que a Disney perceba que tem um excelente produto em mãos e que nos traga mais filmes da série..

Nota 10